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Rogério Reis descobriu a fotografia nos anos de 1970 com o prof. George Racz nas oficinas do bloco escola do MAM-RJ sob a direção do Frederico Morais, nos cursos dos fotógrafos Dick Welton e Alair Gomes, e em observações práticas no estúdio do fotógrafo David Zingg. 

Na década de 1980, integrou o grupo F4, que buscava autonomia na produção e distribuição de seus trabalhos, e participou de coletivas do INFOTO – Instituto Nacional de Fotografia da FUNARTE. Formado em Comunicação Social pela Universidade Gama Filho, trabalhou como fotógrafo no Jornal do Brasil, O Globo e Veja. Foi editor de fotografia do Jornal do Brasil de 1991 a 1996 e, desde 2000, edita o acervo fotográfico do ateliê-estúdio Tyba (www.tyba.com.br).

Em 1999, recebeu o Prêmio Nacional de Fotografia da FUNARTE com a série Na Lona. Em 2002, sua fotografia do poeta Carlos Drummond de Andrade na praia de Copacabana (1982) foi transformada em estátua de bronze por Leo Santana e instalada no mesmo local da foto. No mesmo ano, inspirou e deu nome ao personagem do fotógrafo-editor no filme Cidade de Deus, de Fernando Meirelles, baseado no livro de Paulo Lins.

Com forte influência da fotodocumentação, Rogério desenvolve diálogos sobre questões urbanas de sua cidade — o Rio de Janeiro — que, segundo Franz Manata, “colaboram para a construção do imaginário identitário carioca”.

Entre seus principais trabalhos estão: Samba no Pé (2025); Projeto Na Lona (1987–2001 e 2025– ); 5/11/2024; Beach Club (2023– ); Aerocães (2023); Casa Nômade (2022); Encobertos – Série Azul (2022); Noite Americana (2021); Phebolitos (2021); Exaustão (2018); Ninguém é de Ninguém (2011–2014); Linha de Campo (2010); Av. Brasil 500 (2009); Vôo de Papel (2009); Havana Hassel (2009); Travesseiros Vermelhos (2006); Microondas (2004); Surfistas de Trem do Ramal de Japeri (1989).

Sua obra integra os seguintes acervos institucionais: Fotografia latinoamericana en la Fundación Larivière, Paris (2023); BnF – Bibliothèque Nationale de France, Coleção de Fotografias Brasileiras (2021); Chengdu Contemporary Photography Arts Park Museum – Chengdu, China (2017); Museu Histórico Nacional – Rio de Janeiro (2017); Museu Nacional de Bellas Artes – Buenos Aires (2016); MAR – Museu de Arte do Rio (2015); Maison Européenne de la Photographie – Paris (2008, 2010, 2012 e 2014); Coleção Joaquim Paiva / MAM – Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (2005); MAM – Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (2002); Danforth Museum of Art – Framingham (2000); MAM – Museu de Arte Moderna de São Paulo (1999); The Fogg Art Museum – Cambridge (1999); Douglas Nielsen Collection – Minnesota (1996); MASP / Pirelli – São Paulo (1995).

Seus ensaios foram publicados em veículos como Lens (The New York Times), Revista Ela (O Globo), Éditions Bessard, LightBox (Time), The Guardian, LensCulture, Courrier International, Gup Magazine, revista Piauí, Connaissance des Arts, Newsweek, Jornal do Brasil, Paparazzi Photo Art, Routledge, Revista Goodyear, GEO Magazine, L’Insensé, La Nación, Select, Publique Culture, Correio da Manhã, Oxigênio, DasArtes, Philos, Revista Florense, Santa Arts Magazine, Ícaro Brasil, Jornal Expresso, Specchio de la Stampa, Revista Rioartes, PHOTO, Antillipseis, Modern Times e Libération, entre outros. 

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